a gente perde o rumo e para de caminhar

Chega uma hora que a gente perde o rumo e para de caminhar. Perde a conta, se perde e praticamente perde tudo. Com isso a gente deixa de gostar, deixa de tentar, deixa de querer. A saudade bate, bate como quando, ficar um minuto sem se ver, era motivo de desespero. E aquela nossa vontade mutua de fazer o nosso melhor? De mostrar o melhor que tínhamos, para que gostássemos mais um do outro. Faz falta. Dá dó, de aquele tempo onde ficar era uma necessidade, ir estava fora de questão e não o contrário, como é hoje. Saudade do que eu era, do que éramos, repulsa do que nos tornamos. O tempo passa e perde a graça, perde a vontade. Vai passando e a gente se acostuma aceita, não criamos caso com a vida, não a contrariamos dizendo que ela deve estar errada, que houve algum engano no mundo, que o certo é esse nosso errado, que de tão errado, acaba dando certo. E que o mundo só vai bem, quando a gente está bem.
Jhennifer Werneck