quando tudo ainda está aqui dentro de mim.

E ontem me dei conta que não era quando eu ouvia tua voz, ou teu nome, ou algo relacionado a você. Era simplesmente você, que fazia com que tudo em mim se contraísse de uma maneira gostosa e inquietante, de uma maneira que me fazia querer fugir pra ti, de ti, não sei. Mas era incontrolável a sensação que tu me causavas, eu podia esconder o sorriso bobo que queria escandalizar-se em meu rosto, mas no fundo eu gritava, urrava aos quatro cantos da minha alma o quão era bom você, não o que tu tinhas, não o que te formava, mas você. E talvez seja estranho esse texto estar em verbos-sentimentos do passado, quando tudo ainda se faz presente, quando tudo ainda está aqui dentro de mim.
Karolaynne Claudino